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Tecnologia de Reconhecimento Facial e Suas Implicações para a Privacidade
Na última quarta-feira, alguns estudantes de Harvard fizeram manchetes ao equipar um par de óculos inteligentes Ray-Ban Meta com tecnologia de reconhecimento facial. Este projeto DIY (faça você mesmo) é mais um episódio que intensifica as preocupações sobre a privacidade em torno de tecnologias cada vez mais onipresentes na sociedade. Com a prevalência crescente de câmeras, a discussão sobre privacidade se torna cada vez mais relevante.
A Conectividade e Seus Desafios
A conectividade desempenha um papel significativo nesta discussão, uma vez que a necessidade de servidores remotos traz consigo suas próprias preocupações relacionadas à segurança e à privacidade. A situação se complica ainda mais quando as empresas, como a Amazon (mãe da Ring), e as agências de segurança pública entram em cena.
Desenvolvimentos em AI: O Caso da Plumerai
Fundada em 2017, a Plumerai se destaca por sua proposta de valor centrada em tecnologia que aprimora o processamento de IA em dispositivos. A empresa, com sede em Londres, desenvolveu um método para realizar tarefas como detecção de pessoas e identificação de rostos familiares sem a necessidade de enviar dados para um servidor remoto.
“Nós precisaríamos nos preocupar muito com os custos de armazenamento e a transmissão de dados,” afirma Tony Fadell, um dos primeiros investidores e cofundador da Nest, referindo-se aos desafios enfrentados durante seu tempo na empresa.
Ele observa que “estamos gravando quadros inteiros, é muita informação que estamos registrando, mas não gravamos no momento em câmera. Eu sentia o peso disso o tempo todo.” A complexidade dos sistemas aumentados demanda gastos adicionais por parte das empresas, que, muitas vezes, são repassados ao consumidor. Fadell aponta a decisão recente da Ring de dobrar os custos de monitoramento profissional 24/7 como um indicativo chave disso.
AI Pequenina vs. Modelos Gigantes
A Plumerai se especializa em uma IA compacta, treinada em modelos significativamente menores do que os grandes e complexos que sustentam plataformas como o ChatGPT. Tal abordagem é benéfica, pois evita o uso excessivo de poder computacional e os riscos de alucinações que são comuns em grandes modelos de linguagem (LLM).
“A única razão pela qual o iPhone pôde existir é porque começamos pequenos com o iPod. Geralmente, você pode aumentar as coisas, não pode fazer grandes coisas pequenas,” afirma Fadell, ligando o desenvolvimento de modelos menores à sua experiência no setor.
Parcerias Estratégicas e Foco em Inovação
A startup encontrou um aliado no Chamberlain Group. A empresa de Illinois, controladora de marcas como myQ e LiftMaster, planeja incorporar a oferta da Plumerai em suas câmeras inteligentes, começando por uma câmera externa.
“Todos os recursos de IA são da Plumerai, rodando localmente na câmera,” declara Nusselder, CEO da Plumerai. “Vejo a Chamberlain como uma empresa que não é uma Big Tech, mas que é capaz de alcançar resultados excelentes com uma IA compacta.”
A Plumerai não revelou a quantidade exata de funcionários, mas certamente está bem abaixo das equipes que sustentam a Ring e a Nest. Essa estrutura enxuta de startup permite que a Plumerai se foque em seu próprio segmento de mercado, um luxo que não é disponível para marcas sob grandes corporações como Amazon e Google.
Fadell, que já ocupou cargos em algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, agora se concentra em auxiliar startups como a Plumerai.
“O foco é a chave,” explica. “Aprendi que pequenas equipes — nas casas das dezenas, das cinquenta — podem realmente fazer muito quando estão cercadas pela expertise certa. Gosto de estar na vanguarda de tecnologias disruptivas.”
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#ReconhecimentoFacial, #Privacidade, #Tecnologia, #IA, #SegurançaDigital
autor ref: Brian Heater
ref:https://techcrunch.com/2024/10/06/tony-fadell-backed-plumerai-brings-on-device-ai-to-home-security-cameras/