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Cibersegurança: 7 Estratégias para Combater a Fadiga

Durante a maior parte da minha carreira em cibersegurança, trabalhei do lado dos fornecedores, na área de pré-vendas, ajudando empresas a identificar e resolver questões de segurança. Agora, como engenheiro de segurança da informação, estou do outro lado, interagindo com fornecedores de segurança. Um envolvimento típico em vendas inclui pré-vendas, prova de conceito (PoC), integração e suporte. As PoCs são úteis, mas a complexidade de um produto só é realmente entendida quando o cliente está totalmente integrado.

Os clientes são responsáveis pela implementação correta dos sistemas, mas os fornecedores desempenham um papel fundamental ao orientá-los nas configurações para garantir um desempenho ideal e redução da fadiga de alertas.

Estratégias de Cibersegurança para Combater a Fadiga de Alertas

Alcançar 100% de eficiência é um desafio contínuo, mas a fadiga de alertas ainda é uma questão significativa. Os sistemas de segurança modernos envolvem múltiplos componentes, cada gerando alertas que requerem colaboração. Com o acúmulo de alertas, a complexidade pode sobrecarregar os profissionais de segurança, permitindo que ameaças passem despercebidas. É aí que os fornecedores precisam agir.

A Realidade da Fadiga de Alertas

A fadiga de alertas não é nova, mas o problema aumenta com a adoção de soluções de segurança complexas. Ferramentas detectam potenciais anomalias, gerando excesso de alertas, muitos de baixa prioridade ou falsos positivos, obscurecendo sinais críticos.

Analistas enfrentam centenas de alertas disso diariamente, tornando-se indiferentes, ignorando ou atrasando ações, o que pode levar a brechas de segurança. Atualmente, fornecedores lidam apenas com parte do desafio ao entregar sistemas que detectam todos os ataques possíveis, mas isso não basta para ajudar empresas a gerenciar a enxurrada de alertas. Muitas vezes é necessário um provedor de serviços de segurança gerenciados (MSSP) para preencher a lacuna.

Por Que os Fornecedores Precisam Assumir Responsabilidade

É tentador transferir a gestão de alertas aos clientes, mas fornecedores criam a lógica subjacente e devem garantir que suas ferramentas permitam respostas eficazes, em vez de sobrecarregar. Veja como fornecedores precisam liderar:

  1. Filtragem inteligente e priorização: Fornecedores devem priorizar alertas de alto risco enquanto suprimem ruídos usando aprendizado de máquina e análises contextuais.
  2. Automação para reduzir o trabalho manual: O volume de alertas torna a intervenção manual impraticável. Fornecedores devem oferecer automação integrada para alertas rotineiros.
  3. Alertas acionáveis com contexto: Os fornecedores precisam fornecer dados significativos com cada alerta, contextualizando para o ambiente do cliente.
  4. Engajamento contínuo e personalização: Fornecedores devem manter-se engajados com clientes além da configuração inicial, ajudando a adaptar sistemas.
  5. Aprendizado adaptativo baseado em feedback: Oferecer soluções que evoluam com loops de feedback, ajustando sistemas ao longo do tempo.

O Custo de Ignorar a Fadiga de Alertas

Se os fornecedores falharem em lidar com a fadiga, equipes de segurança podem perder ameaças críticas, levando a brechas. Funcionários sobrecarregados podem esgotar, aumentando rotatividade. Para fornecedores, má gestão de alertas pode corroer a confiança do cliente.

Necessário: Uma Parceria para o Sucesso

A fadiga de alertas é um problema compartilhado. Fornecedores desempenham papel principal na sua solução. Oferecer sistemas mais inteligentes e responsivos, otimização contínua e automação ajuda clientes a focar no que importa.

A questão não é apenas eficiência, mas criar parceria entre fornecedores e clientes, garantindo que soluções alertem e capacitem usuários a tomar melhores decisões.

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Equipe de segurança de TI lidando com fadiga de alertas em escritório moderno.

Impacto da Fadiga de Alertas na Resposta a Incidentes

Cibersegurança é uma área que enfrenta desafios cada vez mais complexos, e entre eles está a fadiga de alertas, que compromete diretamente a resposta a incidentes. Essa condição ocorre quando as equipes de TI são sobrecarregadas por um excesso de alertas, muitas vezes irrelevantes ou falsos positivos, o que pode resultar em tempos de resposta ineficientes e falhas de segurança significativas.

Demoras na Resposta a Problemas Críticos

A fadiga de alertas representa um risco significativo para a segurança da informação ao causar atrasos na resposta a problemas críticos. Esta situação ocorre frequentemente em ambientes onde serviços de segurança gerenciados são fundamentais para a operação diária.

Profissionais de segurança podem não identificar rapidamente as ameaças reais entre o grande número de notificações de baixa prioridade. A priorização de alertas torna-se essencial para garantir que os alertas críticos sejam tratados no tempo adequado.

A incapacidade de priorizar adequadamente coloca sistemas inteiros em risco, aumentando a probabilidade de incidentes de segurança e resultando em interrupções de serviço que poderiam ser evitadas com uma gestão mais eficiente.

Ignorância de Alertas Críticas

A fadiga de alertas leva ao alarmante fenômeno de ignorância de alertas críticas. Estudos realizados demonstram que uma proporção significativa desses alertas não recebe a atenção necessária.

Por exemplo, uma pesquisa da Forrester revela que uma média de 28% dos alertas gerados não é tratada, aumentando o risco de brechas de segurança que poderiam ser evitadas.

Essa taxa de desprezo por alertas demonstra a necessidade urgente de filtragem inteligente de alertas e análises contextuais de segurança, que ajudam a suprimir notificações irrelevantes e destacar aquelas que realmente importam.

Falsos Positivos e Alertas Irrelevantes

Falsos positivos e alertas duplicados são os principais contribuintes para a fadiga de alertas. Essas notificações não só sobrecarregam os sistemas, mas também criam desconfiança entre os profissionais de segurança.

Medidas como automação de respostas a incidentes e integração de segurança são essenciais para mitigar o impacto de alertas irrelevantes, promovendo a eficiência operacional.

A implementação de estratégias de automação pode incluir técnicas como sinkholing, bloqueio de IPs maliciosos e isolamento de arquivos suspeitos, além de usar aprendizado de máquina em segurança para reduzir o impacto de falsas ameaças.

Efeito na Moral e Produtividade da Equipe

A sobrecarga de alertas afeta não apenas a eficiência operacional mas também a moral e produtividade da equipe de segurança. O automação de segurança surge como uma solução poderosa nesse contexto, permitindo que os profissionais se concentrem em ameaças genuínas.

Funcionários sobrecarregados por alertas não urgentes podem sofrer esgotamento, resultando em uma diminuição significativa da motivação e eficácia global do time.

A otimização contínua de segurança, com base em feedback e ajustes no sistema de segurança, pode aliviar essa carga, garantindo que a equipe permaneça focada e altamente motivada.

Consequências Financeiras e Regulatórias

As consequências financeiras de não responder a tempo aos alertas críticos podem ser onerosas. Multas e sanções, bem como custos elevados de recuperação, são algumas das implicações de uma má gestão de alertas.

Breachs de segurança podem acarretar perdas significativas, tanto em termos de receita quanto de credibilidade, destacando a importância de sistemas responsivos e eficientes.

A parceria entre fornecedores e clientes de segurança é um fator determinante para superar essas dificuldades, garantindo que as práticas modernas sejam adotadas para manter a segurança firme e eficaz.

Necessidade de Estratégias de Mitigação

Para enfrentar a fadiga de alertas, é crucial adotar estratégias consolidadas de mitigação. Essas incluem a elaboração de sistemas de priorização de alertas e a implementação de análises contextuais de segurança.

Promover o aprendizado de máquina em segurança para identificar padrões e automatizar respostas, bem como ajustar os umbrais de alerta para evitar saturação, são práticas eficazes e recomendadas.

Os fornecedores, ao colaborarem proativamente com os clientes, podem assegurar que suas soluções de segurança estejam continuamente adaptadas às necessidades específicas de cada organização.


Tela de computador mostrando alertas e gráficos de cibersegurança com elementos de machine learning

Técnicas Avançadas de Machine Learning para Filtragem de Alertas em Cibersegurança

Na era digital, onde ameaças cibernéticas emergem a cada dia, a cibersegurança se tornou uma prioridade global. A fadiga de alertas é um dos desafios mais prementes enfrentados pelas empresas, sobrecarregando os profissionais com uma enxurrada de notificações. Para resolver isso eficazmente, é essencial implementar técnicas avançadas de machine learning que permitam a filtragem inteligente e priorização de alertas.

Análise Baseada em Comportamento

O aprendizado de máquina permite realizar a análise baseada em comportamento dentro dos sistemas e redes, ajudando na identificação de padrões suspeitos. Técnicas como o Aprendizado Supervisionado e o Aprendizado Não Supervisionado são utilizadas para capturar anomalias, que podem indicar potenciais ameaças à segurança.

Análise de Comportamento de Usuário e Entidade (UEBA)

A UEBA utiliza poderosos algoritmos de ML para analisar as atividades do usuário e reconhecer desvios dos padrões normais. Esta abordagem é eficaz na detecção de ameaças internas, auxiliando na gestão de alertas e promovendo uma segurança da informação mais robusta.

Os modelos de machine learning conseguem detectar atividades anômalas, oferecendo uma camada adicional de proteção e capacitando sistemas para reagir proativamente a possíveis violações.

Detecção Baseada em Assinatura e Anomalias

Para garantir uma segurança abrangente, é crucial combinar a detecção baseada em comportamentos e assinaturas. Essa dupla abordagem permite identificar ameaças conhecidas e zero-day attacks.

Detecção Baseada em Assinatura

Modelos de detecção baseada em assinatura são treinados para reconhecer padrões associados a malwares conhecidos. Esse método é particularmente eficaz para detectar tentativas de phishing e prevenir a infiltração de entidades maliciosas em tempo real.

Detecção de Anomalias

Algoritmos como K-Means, DBSCAN, e One-Class SVM ajudam a identificar comportamentos irregulares que sugerem ameaças desconhecidas, ajudando na prioritização de alertas e minimizando a fadiga de alertas.

Automatização e Priorização de Alertas

A automação de segurança é crucial para lidar com o enorme volume de alertas que os sistemas de cibersegurança geram diariamente. A implementação de sistemas baseados em inteligencia artificial permite otimizar a resposta a incidentes e melhorar a integração de segurança.

Sistemas de Resposta a Incidentes Orientados por IA

Esses sistemas utilizam algoritmos de AI para classificar o nível de ameaça dos alertas. Eles podem executar ações automáticas como sinkholing de IPs maliciosos ou isolamento de arquivos suspeitos, garantindo uma resposta rápida e eficaz às ameaças.

Flowmon NDR

O Flowmon NDR combina ML, heurísticas, e análise de ameaças para identificar e priorizar alertas. Essa tecnologia otimiza o tempo de detecção de violações e reduz significativamente o volume de falsos positivos, aliviando o peso sobre os analistas de segurança.

Implementação de Regras de Comportamento e Testes Contínuos

As regras de comportamento devem ser continuamente ajustadas e aprimoradas para melhor refletir as ameaças em evolução e reduzir a presença de alertas irrelevantes.

Configuração de Regras de Comportamento

A integração de dados avançados na configuração dessas regras é essencial para garantir uma estratégia de segurança mais eficaz. Isso diminui a quantidade de alertas falsos, focando apenas nos eventos críticos que demandam atenção imediata.

Testes Contínuos de Vulnerabilidade

A execução contínua de scans e testes de vulnerabilidades ajuda a identificar falhas exploráveis antes que sejam utilizadas por adversários, melhorando a gestão de riscos e a otimização contínua de segurança.

Exemplos de Implementação Bem-Sucedidos

O uso de plataformas de caça a ameaças enriquecidas com ML possibilita uma análise proativa de IOCs, garantindo que as ameaças emergentes sejam identificadas precocemente.

Integração com Serviços Gerenciados de Segurança

A colaboração com serviços de segurança gerenciados possibilita uma defesa mais sólida contra ataques cibernéticos, aproveitando a combinação de automação, IA, e expertise profissional.

Essas iniciativas reforçam a parceria entre fornecedores e clientes de segurança, garantindo que os sistemas permaneçam adaptativos e resilientes frente às novas ameaças.

Conheça mais sobre técnicas e práticas avançadas de segurança nos artigos sobre eficácia na cibersegurança, integração de ML e IA na segurança cibernética, e proteção avançada com NDR.


Continue sua leitura com mais recursos recomendados para aprimorar sua estratégia de segurança cibernética: Machine Learning e IA na Segurança Cibernética, Tendências de Cibersegurança para 2024, Futuro da Cibersegurança com IA e ML.

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